Work Text:
Alguns dos acólitos da Ordem das Sombras não entendiam Rhaast, ou melhor, o que Kayn transmitia sem esforço o que Rhaast é, a visão mais ampla deles sobre Rhaast é o que Zed tinha a dizer e isso o irritava profundamente.
Ele odiava com todas as forças Zed.
Zed é um obstáculo humano entre Kayn e Rhaast, isso é um fato inegável para o Darkin, onde tudo se perderia com apenas poucas palavras do Mestre das Sombra e isso deixava o Darkin louco, pois Kayn, mesmo sendo indomável, facilmente seguia as ordens de Zed.
Seu hospedeiro, seu hospedeiro perfeito, reduzido a um cachorro adestrado quando tudo o que ele precisava é enlouquecer em raiva e violência em nome de Rhaast.
Tudo sobre Rhaast é controle e obediência, apesar da personalidade um tanto conturbada, ele conseguia deixar facilmente qualquer um tremer de medo e se ajoelhar perante si e com Kayn não poderia ser diferente, a pequena sombra tinha sede de sangue o suficiente para achar as ideia de Rhaast interessantes ao ponto de considerá-las.
Mas então vinha Zed e estragava tudo.
— Não deixe Rhaast por ideias na sua cabeça, Kayn.
Tão irritante.
Mesmo que ele preferisse ser chamado pelo nome, ser dito por aquela voz repugnante é de queimar a bile e expelir para fora.
O único consolo para a insolência de Zed é o próprio Kayn, que tamanho o nojo de Rhaast é transferida para seu hospedeiro. Seu hospedeiro.
Meu. Meu. Meu.
A primeira coisa que ele queria fazer ao chegar na ordem foi matar Zed, mas ele sabia que se o fizesse Kayn teria uma resistência maior com o Darkin e talvez menos tempo para matança, o que de forma alguma é vantajoso, porém deixava o Darkin infeliz.
O simples fato do controle de Zed ser maior ao ponto de ser melhor deixá-lo vivo é motivo de gritos e birras de raiva por parte do Darkin.
Ele não aceitaria ninguém tomar o controle.
Uma ofensa tamanha ver suas ideias contrariadas por seu hospedeiro por causa de uma simples sensação terna de paternidade, ridículo, tudo o que Kayn precisava é Rhaast e esta é a palavra final!
É a palavra de Rhaast, engenhosa e firme, como arrancar glóbulos oculares e mastigá-los entre seus dentes de aço e enxofre.
Para o desprazer de Rhaast, isso estava durando muito tempo, mas é um tempo com seu hospedeiro perfeito demonstrando o motivo de tão título, satisfeito ainda mais ao pensar que cada célula de Kayn estava sendo moldada por Rhaast, tanto físico quanto mental.
Kayn mostrava uma grande aptidão para ser o mais forte.
Mas Zed estragava tudo, encoleirando o cachorro.
— O que eu lhe proponho é liberdade.
Kayn rejeitava com ironia, mas no fundo sabia o final de tudo aquilo: Zed morto e Rhaast feliz. E enquanto esse futuro parecia irreversível, Rhaast permaneceria ali, ao lado de Kayn, seu hospedeiro perfeito, guiando-o pela trilha violenta de sangue de amor e ódio que os envolvia ao ponto de terem piadas para rir e desprezos agravados.
No entanto, qualquer forma ou caminho que isso fosse chegar, nenhum dos dois estavam realmente mortos, subjugados um pelo outro, o controle exercido como posse ou como troféu. Para Kayn é quase inebriante pensar no grande semi-deus Darkin Rhaast aos seus pés, beijando-os ao perigo de ter seu dedo arrancado, ainda assim, ele não conseguia tirar essa imagem da mente induzida principalmente pelos seus pensamentos de grandeza.
Coisa que Zed nunca tiraria de Kayn.
E Rhaast, apesar de controverso, nunca tiraria isso de Kayn pois isso o levará apenas a vitória silenciosa, onde tomaria Kayn para si, como sempre deve ser, sem Zed, sem Ordem, sem Noxus ou Ionia, todo o ser de Kayn pertencerá a Rhaast, seu corpo, sua magia, sua alma, nas mãos opressoras do Darkin que acalenta-o não com escuridão de uma prisão, mas para fazer parte de si.
Uma pequena sombra azul rondando em suas mãos pronta para servir e adorá-lo.
Amá-lo.
Rhaast sibila em desejo só de imaginar.
