Actions

Work Header

Controle a ser exercido, impedido por um homem.

Summary:

Dois seres lhe estendem a mão: Um com proposito de uma vida inteira em um lugar que pode ser considerado lar, o outro, poder absoluto, traiçoeiro, que arrulha a mais bela fantasia de um futuro independente, porém cruel.

Mas o que está escrito aqui, não é sobre isso, vai muito além.

Notes:

Isso é um estudo/hc em relação a como Rhaast vê Zed. Apesar de ser algo óbvio, a maneira como Rhaast pensa nem sempre é óbvia e, por definição da propria Riot sobre Rhaast ser controle eu quis me aprofundar nisso e colocar Kayn no meio disso já que no final é tudo sobre ele.
Apesar de todas as minhas fanfics serem com Narrador não Confiável, essa em específico merece a tags pois o narrador (apesar de ser em 3º pessoa) prioriza mais Rhaast do que Zed. Talvez Rhaast tenha tomado controle do Narrador... Nunca saberemos.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Alguns dos acólitos da Ordem das Sombras não entendiam Rhaast, ou melhor, o que Kayn transmitia sem esforço o que Rhaast é, a visão mais ampla deles sobre Rhaast é o que Zed tinha a dizer e isso o irritava profundamente.

Ele odiava com todas as forças Zed.

Zed é um obstáculo humano entre Kayn e Rhaast, isso é um fato inegável para o Darkin, onde tudo se perderia com apenas poucas palavras do Mestre das Sombra e isso deixava o Darkin louco, pois Kayn, mesmo sendo indomável, facilmente seguia as ordens de Zed.

Seu hospedeiro, seu hospedeiro perfeito, reduzido a um cachorro adestrado quando tudo o que ele precisava é enlouquecer em raiva e violência em nome de Rhaast.

Tudo sobre Rhaast é controle e obediência, apesar da personalidade um tanto conturbada, ele conseguia deixar facilmente qualquer um tremer de medo e se ajoelhar perante si e com Kayn não poderia ser diferente, a pequena sombra tinha sede de sangue o suficiente para achar as ideia de Rhaast interessantes ao ponto de considerá-las.

Mas então vinha Zed e estragava tudo.

— Não deixe Rhaast por ideias na sua cabeça, Kayn.

Tão irritante.

Mesmo que ele preferisse ser chamado pelo nome, ser dito por aquela voz repugnante é de queimar a bile e expelir para fora.

O único consolo para a insolência de Zed é o próprio Kayn, que tamanho o nojo de Rhaast é transferida para seu hospedeiro. Seu hospedeiro.

Meu. Meu. Meu.

A primeira coisa que ele queria fazer ao chegar na ordem foi matar Zed, mas ele sabia que se o fizesse Kayn teria uma resistência maior com o Darkin e talvez menos tempo para matança, o que de forma alguma é vantajoso, porém deixava o Darkin infeliz.

O simples fato do controle de Zed ser maior ao ponto de ser melhor deixá-lo vivo é motivo de gritos e birras de raiva por parte do Darkin.

Ele não aceitaria ninguém tomar o controle.

Uma ofensa tamanha ver suas ideias contrariadas por seu hospedeiro por causa de uma simples sensação terna de paternidade, ridículo, tudo o que Kayn precisava é Rhaast e esta é a palavra final!

É a palavra de Rhaast, engenhosa e firme, como arrancar glóbulos oculares e mastigá-los entre seus dentes de aço e enxofre.

Para o desprazer de Rhaast, isso estava durando muito tempo, mas é um tempo com seu hospedeiro perfeito demonstrando o motivo de tão título, satisfeito ainda mais ao pensar que cada célula de Kayn estava sendo moldada por Rhaast, tanto físico quanto mental.

Kayn mostrava uma grande aptidão para ser o mais forte.

Mas Zed estragava tudo, encoleirando o cachorro.

O que eu lhe proponho é liberdade.

Kayn rejeitava com ironia, mas no fundo sabia o final de tudo aquilo: Zed morto e Rhaast feliz. E enquanto esse futuro parecia irreversível, Rhaast permaneceria ali, ao lado de Kayn, seu hospedeiro perfeito, guiando-o pela trilha violenta de sangue de amor e ódio que os envolvia ao ponto de terem piadas para rir e desprezos agravados.

No entanto, qualquer forma ou caminho que isso fosse chegar, nenhum dos dois estavam realmente mortos, subjugados um pelo outro, o controle exercido como posse ou como troféu. Para Kayn é quase inebriante pensar no grande semi-deus Darkin Rhaast aos seus pés, beijando-os ao perigo de ter seu dedo arrancado, ainda assim, ele não conseguia tirar essa imagem da mente induzida principalmente pelos seus pensamentos de grandeza.

Coisa que Zed nunca tiraria de Kayn.

E Rhaast, apesar de controverso, nunca tiraria isso de Kayn pois isso o levará apenas a vitória silenciosa, onde tomaria Kayn para si, como sempre deve ser, sem Zed, sem Ordem, sem Noxus ou Ionia, todo o ser de Kayn pertencerá a Rhaast, seu corpo, sua magia, sua alma, nas mãos opressoras do Darkin que acalenta-o não com escuridão de uma prisão, mas para fazer parte de si.

Uma pequena sombra azul rondando em suas mãos pronta para servir e adorá-lo.

Amá-lo.

Rhaast sibila em desejo só de imaginar.




Notes:

Na verdade era para isso ter sido postado a algum tempo mas... Eu dissociei ao ponto de não lembrar da existência dela, perdão por isso :)