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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2022-02-06
Words:
762
Chapters:
1/1
Comments:
2
Kudos:
13
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1
Hits:
173

La Seine Et Toi [Português Brasileiro]

Summary:

Apenas mais uma das noites onde Sanji escapole do navio para ter a chance de encontrar-se com sua amada.

Notes:

oiiiie obrigada por clicar!
estou apenas fazendo aquela coisa de trazer o textinho de outro site para cá ehehe
os recadinhos são: o lugar onde a história se passa > não é canônico < embora o Rio Sena realmente exista em Paris na França. eu o usei sob circunstâncias apenas para a referência da música ‘La Seine’
espero que goste e boa leitura!

Work Text:

“O Sena e você.” Esclareceu o bilhete.

Sanji premeu os olhos após conferi-lo pela terceira vez na mesma noite. Parou ao lado da bitácula, espiando as agulhas do log pose que haviam alternado de posição desde a última conferida que ele deu. Não estava verdadeiramente preocupado com elas, acabara de atravessar o cabrestante, onde a corrente escorreu para baixar a âncora, mas se mantinha angustiantemente ansioso.

Conferiu as horas em seu relógio de pulso, e assistiu a lua bruxulear atrás das nuvens.

Em um piscar de olhos, saltou sobre a amurada e aterrissou no porto. Espiou o farol aceso, e fez um pequeno aceno com a cabeça às andorinhas-do-mar que sobrevoavam-no.

Guardou o bilhete no bolso da calça de alfaiataria e como uma rajada de vento, desapareceu pela encruzilhada humosa.

Do casarão no alto das colinas vinha sua estimada donzela, a que lhe escreveu com muito anelo para ter uma resposta. Deixara seu palacete às sombras, fugindo para encontrá-lo numa noite de primavera onde o ciciar da brisa cantarolava o hino dos apaixonados.

Empenhou-se para vê-lo, e no fim foi surpreendida pela silhueta esbelta que revelou-se por trás de seu espinhaço. Sanji se curvou como o mesureiro que mantinha o hábito de ser, e a cumprimentou atirando-lhe um beijo no dorso da mão, a qual ela ligeiramente puxou com um sorrisinho sapeca.

“Venha depressa, enquanto o canicultor não retorna ao posto!” Ela preceituou ao segurá-lo, guiando seus passos largos e cambaleantes pela rua de paralelepípedos.

A escassez de luzes os encobriu pelo caminho, fazendo-os se misturar com a penumbra da madrugada. Os bosques estavam agitados e suas árvores sacolejavam, folhas volitavam e galhos eram atirados. Sanji não sabia qual caminho tomar, mas empunhou-se à frente, exibindo sua hombridade que constantemente fazia com que sua donzela o achasse excessivamente charmoso.

Juntos atravessaram o pavilhão até que ela se deslocasse em direção ao rio coberto por nenúfares e vitórias-régias.

Mademoiselle, o que estará planejando que fez com que todas as palavras se tornassem o mais puro sigilo? Me dirás, ou me tornarei cúmplice de seu silêncio?” Sanji questionou sem se opor a segui-la. Seus gostos bucólicos e moralistas o faziam venerar a paisagem campestre, e ansiar para desfrutar dela na companhia de sua amada.

“Vejo que o deixei curioso.” Murmurou em tom de meiguice seu doce bem-querer.

“Certamente, minha musa~” Ele cantarejou quando se aproximou para beijá-la insistentemente na bochecha numa brincadeira que a fez rir com as cócegas de sua barba. Sanji também sorriu, envolvendo os braços ao redor dos ombros dela, onde num meato de carícias, deixou centenas de beijos por seu pescoço que se estenderam até o trapézio e ao colo desnudo.

Quando sua dama deixou de conter as gargalhadas, ele estava a centímetros de seu rosto, ponderando o desejo de repetir suas façanhas. Mas ela agiu ligeiramente como em tudo o que fazia, sempre um passo adiante em relação a disposição dos outros, e puxou as lapelas do terno cor de vinho, se inclinando para beijá-lo, pressionando seus lábios macios nos dele.

Sanji sentiu as centelhas de uma chama queimar por todos seus músculos, e uniu as pálpebras para enxergá-las no escuro da percepção. Não perdurou por muito tempo até que ela se separasse, e o largasse para apontar e sorrir em direção ao que estava adiante.

Num grande rincão se instaurava um espetáculo, onde havia um gracioso show de luzes, e uma musicalidade crescente que capturava todo o acostamento e a extensão da ponte onde Sanji estava hirto.

Ele logo viu onde ela queria levá-lo: a performance próxima ao Sena.

Outra vez a donzela segurou em sua mão, o afastando com ela em direção ao local aberto onde muitas mesas e cadeiras haviam sido postas. A luz do luar há de ser ofuscada por tantos fulgores sarapintados como estes. Outros senhores abriram espaço quando ela ultrapassou o chafariz, o convidando para dançar à vertente do rio, a canção que vagarosamente o estava fazendo bater o pé atento ao ritmo.

“Espere, espere” Ele a interrompeu detendo-se rígido como um rochedo. “Deixe-me fazer um convite formal” Pediu então, pigarreando para limpar a voz, e no seu tom mais cortês, convidá-la como faria o príncipe de outra nação. “Dar-me-ia a honra desta...”

Ora, deixe disso, meu amor!” Ela embargou refinadamente ao revirar os olhos. “Dance comigo, porque para mim, esta noite é apenas o Sena e você.”

 

Je ne sais, ne sais, ne sais pas pourquoi

On s’aime comme ça, la Seine et moi

 

Je ne sais, ne sais, ne sais pas pourquoi

On s’aime comme ça, la Seine et moi